O valor não está nos dados, mas na capacidade de interpretá-los
- Arla Farias
- 7 de jan.
- 2 min de leitura
Imagine este cenário em que os números começam a emitir sinais de alerta enquanto a receita desacelera, a margem se estreita e o crescimento perde tração, relatórios chegam à mesa mas cada área apresenta uma leitura diferente e, embora os dados existam, eles não constroem uma narrativa clara porque falta conexão e contexto, assim, sem tempo para aprofundar a análise, a decisão precisa ser tomada sob pressão e acaba se apoiando mais na experiência e no feeling do que em evidências consistentes, o que gera efeitos previsíveis como ações caras, ajustes tardios e problemas que poderiam ter sido antecipados, mas não foram.
Usar dados na gestão não se resume a olhar gráficos ou acumular relatórios, porque dados isolados não resolvem nada, é preciso conhecimento para interpretá-los, repertório para compreendê-los e maturidade para agir a partir do que revelam, já que um gráfico sem contexto não apenas confunde como também pode validar decisões ruins e orientar esforços na direção errada, criando a falsa sensação de controle enquanto os problemas reais permanecem ocultos.
Nesse sentido, trabalhar com dados de forma estratégica significa estruturar um processo contínuo que envolve políticas, ferramentas e práticas capazes de integrar informações de diferentes fontes ao mesmo tempo em que garantem segurança, eliminam inconsistências e transformam números dispersos em insights acionáveis, formando a base da gestão de dados que permite apoiar decisões mais assertivas, prever impactos futuros, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional de maneira sustentável.
Além disso, é fundamental compreender que nem toda métrica traz conforto, pois métricas realmente relevantes incomodam justamente porque exigem mudança, revelam ineficiências, expõem desperdícios e colocam em xeque práticas que antes pareciam funcionar, e por isso organizações orientadas por dados aceitam esse desconforto como parte do processo de evolução, deixando de buscar números que confirmem crenças antigas para priorizar informações que sustentem decisões melhores.
A gestão de dados também cumpre um papel decisivo na integração entre áreas, pois quando marketing, vendas, produto, financeiro e operação trabalham a partir de uma base unificada, o alinhamento acontece de forma natural e as conversas deixam de ser defensivas para se tornarem colaborativas, o que impacta diretamente a produtividade, reduz erros humanos no tratamento das informações e eleva a qualidade das entregas, fortalecendo o trabalho em equipe e a confiança nas decisões tomadas.
No fim, usar dados na gestão da empresa significa sair de um modelo reativo e avançar para uma tomada de decisão consciente, fundamentada e sustentável, não para substituir pessoas por números, mas para oferecer às pessoas informações melhores que permitam decidir com mais clareza e responsabilidade.
Na LM for Business, apoiamos empresas na estruturação prática da gestão de dados conectando estratégia, operação e tomada de decisão de forma integrada, com foco não em gerar mais relatórios, mas em ajudar lideranças a enxergar o que realmente importa, agir com segurança e transformar dados em uma vantagem competitiva real e duradoura.
